O CANTO DA CORRUÍRA
Pequena pressa de marrom vestida,
Que salta o muro e desafia o vento,
Traz na garganta a partitura da vida,
E faz do quintal o seu monumento.
Um trinado alegre, veloz, cristalino,
Que acorda a manhã com tamanha energia,
O corpo é pequeno, mas o canto é divino,
Parente do Uirapuru na feitiçaria.
Mora em frestas, sapatos, o que encontrar,
Aventureira que a cidade abraçou,
Basta a primeira luz do sol despontar,
Para ouvir a música que ela guardou.
É um hino de mestre em um peito de vidro,
Que ecoa no tempo e cura qualquer dor,
O canto da Corruíra é o som mais querido,
Que a terra nos deu como prova de amor.
Melek Kardesi
Enviado por Melek Kardesi em 04/09/2026
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