O CANTO DA CORUJA
Quando o mundo desliga os seus grandes faróis
e a lua governa no altar dos heróis,
o silêncio da noite se faz soberano,
coberto por um manto negro, sóbrio.
É aí que o mistério ganha uma voz,
um sopro discreto, solene, feroz.
Não é um trinado, não quer prender o dia,
o canto da coruja é outra poesia.
Um eco cinzento que cruza o galpão,
um piado suspenso na escuridão.
Pergunta ao vento, em tom de segredo,
desarmando a noite, limpando o medo.
Sua música é o próprio silêncio moldado,
um som de veludo, sagrado, guardado.
Enquanto a floresta cochila e recua,
a coruja vigia e canta para lua.
Melek Kardesi
Enviado por Melek Kardesi em 03/09/2026
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