DESENHOS DE GIZ
Riscos de giz desenhavam o chão,
o céu era o topo da nossa amarelinha,
um mundo de vidro na palma da mão
jogando bolinha de gude na linha.
O pião girava no laço do barbante,
no pique-esconde o tempo parava,
atrás do muro, num breve instante,
o grito de "salve todos" ecoava.
A pandorga rasgava o azul do infinito,
erguida por fios, histórias e vento,
um tempo sem tela, mais puro e bonito,
onde a gente corria contra o pensamento.
Melek Kardesi
Enviado por Melek Kardesi em 31/08/2026
Alterado em 31/08/2026
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